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Quantas lambidas leva para chegar ao centro ? Quem se importa quando é delicioso e com sabor. Uma das melhores maneiras de fazer as suas noites mais saborosas e apetitosas para si e para o seu parceiro é adicionar algumas iguarias comestíveis para o seu guarda-roupa. Não há lugar melhor para comer a sobremesa do que na cama.
Delicioso caminho para o sexo!


A lingerie comestível é uma maneira barata para tornar a sua vida sexual extremamente deliciosa, bem como para trazer de volta as preliminares divertidas, que a maioria dos casais perde após o tempo.

A lingerie comestível geralmente vem numa variedade de sutiãs , cueca, tapa mamilos, algemas, etc... assim como numa diversidade de sabores e texturas.



Os valores são bem acessíveis e é uma forma bem interessante de animar a sua relação.
Para um mimo extra ainda pode adicionar óleo de massagem comestível em um sabor correspondência.

Seja gostoso da cabeça aos pés !


Não é só a prática sexual que ajuda a criar e estreitar a intimidade entre duas pessoas. Falar sobre sexo é uma coisa saudável e ajuda a apimentar a relação, onde está permitido mexer com as fantasias do parceiro e soltar algumas pistas sobre seus desejos e preferências. Além disso, a conversa entre o casal pode ampliar as vontades e a performance rumo ao prazer e satisfação na cama.

O sexo verbal é uma prática já muito utilizada pelos casais, afim de apimentar mais a relação e uma alternativa de estar presente no dia a dia do parceiro. A conversa sobre o sexo não precisa acontecer só durante o ato sexual, pode ser realizada em um telefonema durante o dia, ou um simples torpedo que podem aumentar ainda mais o desejo sexual entre ambos. Além de aumentar a intimidade, as conversas estimulam o outro a pensar sobre sexo.

Um casal que não dialoga pode por perder o vínculo amoroso, pois não fomenta fantasias nem o apetite sexual. O sexo verbal acaba por ser um estimulador e não deixa o relacionamento cair na rotina. Além disso, é uma forma de alimentar fetiches entre o casal e descobrir as preferências de cada um, onde gosta de ser estimulado e posições mais prazerosas e outras coisas mais íntimas. Para conseguir sucesso durante o sexo verbal, muitos indicam o uso de estimulante sexual, para "alavancar" o apetite pelo parceiro, esses costumam aumentar a libido e gerar uma satisfação maior no sexo.

O sexo verbal pode ser uma estratégia para os mais tímidos, para começar soltar as nós e perder o nervosismo. Outro ponto positivo é que as conversas acabam por harmonizar a relação de um casal na cama que, além de poderem se abrir para novas experiências fazem um diálogo saudável sobre a relação amorosa quanto sexual. Caso você queria começar a praticar o sexo verbal, para surtir um bom efeito você pode mandar uma mensagem dizendo que a noite passada que passaram juntos foi óptima e assim estender mais o papo sobre sexo.
Não, você não leu errado. Sucesso de vendas  entre as mulheres, o vibrador líquido nada mais é do que uma solução que, além de proporcionar o aquecimento da pele e ativar a circulação periférica, libera ondas de vibração que são sentidas como um formigamento e que, após alguns minutos, transformam-se em pequenos e excitantes choques, dando a sensação de vibração.

Como é o vibrador líquido?
O vibrador líquido pode ser encontrado em gel ou em versão de solução, e deve ser aplicado na vagina antes da relação sexual. Com a utilização desse produto, a mulher pode chegar a ter um ORGASMO muito antes do que o costume, até mesmo as mulheres que possuem dificuldades em chegar ao orgasmo.
Como age o vibrador líquido?
Esse produto age em primeira instância na pele, dando uma sensação de formigamento, seguido por "choques" prazerosos. Os choques são causados pela ativação da circulação sanguínea, e quando utilizado no ato sexual, pode fazer efeito tanto para o homem como para a mulher, ambos sentirão as vibrações ocasionadas pelo vibrador líquido.
Duração do vibrador líquido
A duração dos choques causados pelo vibrador líquido dura em torno 20 minutos, mas esse tempo pode variar conforme a quantidade de vibrador que você utilizar. Independentemente da quantidade que você utilizou, é importante lavar bem a região vaginal depois do ato sexual!

LUB BALLS
Após algum tempo de relacionamento é conquistada a intimidade e a cumplicidade que todos os casais ambicionam. A vergonha dissipa-se, os elementos do casal sentem-se mais a vontade consigo próprios e com o outro, e chega-se a um patamar em que são revelados os desejos mais íntimos, uma relação mais explosiva e repleta de novas emoções, é sem dúvida um deles. E não há nada mais explosivo que as LUB BALLS...
Ainda não experimentou?
As LUB BALLS são umas bolinhas com cerca de 2 cm de diâmetro, possuem uma capa gelatinosa, e no seu interior, o segredo: óleo lubrificante comestível de aromas variados e absolutamente irresistíveis. 
Estas bolinhas podem ser introduzidas na vagina ou no ânus. Passado alguns minutos, com o calor do corpo, as bolas dissolvem-se, perfumando o ambiente com os seus aromas envolventes e o seu óleo lubrificará a vagina ou o ânus. As LUB BALLS são aptas para massagens sensuais, deixando a pele mais acetinada e a sua fragrância agradável tornará o sexo oral imprescindível.
DICAS:
- Coloque a bolinha no frigorífico antes de usar. Ao introduzir na vagina a sensação será ainda mais intensa. 
- Surpreenda o seu parceiro. Introduza a bola sem que ele dê conta, e na hora H, ele terá uma agradável surpresa.
- Aguarde alguns minutos antes da penetração. Para que a bola se dissolva e a sensação seja ainda mais prazerosa.
- Estas bolas podem ser utilizadas no banho de imersão. Deixarão a pele muito suave e com um aroma único. Podem ser também aplicadas diretamente na pele após o banho, assim o aroma será ainda mais intenso.
DÚVIDAS FREQUENTES:
Posso usar preservativo com as LUB BALLS?
Não recomendamos o uso, pois alguns preservativos podem não ser aptos para usar com lubrificantes de base oleosa.
E se a capa gelatinosa não for expelida?
Por vezes a capa chega a dissolver-se por completo. Mas normalmente é expelida pelo corpo passado alguns momentos.
Após o uso tive um corrimento de cor anormal.
Apesar do óleo ser incolor, a capa exterior é colorida. Essa pigmentação é conseguida através do uso de corantes, daí ser normal apresentar corrimento da cor da bola ou até encontrar vestígios na roupa interior ou na cama. Mas não se preocupe, basta lavar a roupa e sairá facilmente.
TESTEMUNHO:
“Sempre tive bastante curiosidade em relação às LUB BALLS. Assim que tive oportunidade de experimentar o produto, não hesitei. 
Deixei que fosse o meu companheiro a introduzir a bolinha e senti logo uma sensação de frescura da bola contrapondo o quente do corpo. Aguardamos alguns minutos antes da penetração, para que a bola começasse a aquecer e dissolvesse mais facilmente. E assim foi, não senti a bola a rebentar mas senti a lubrificação e o aroma agradável a frutos vermelhos que se instalou no quarto. Sendo um óleo, pensei que teria de complementar com um lubrificante, mas não foi necessário, a bola tem um óptimo poder lubrificante. O maior receio que tinha era que a capa gelatinosa ficasse dentro do corpo. Mas rapidamente percebi que o próprio corpo acabaria por expeli-la. Outra coisa que me agradou bastante foi que, já tinha utilizado outros lubrificantes de color que acabaram por tingir os lençóis, mas estas bolas não o fazem, visto que o conteúdo é incolor e apenas a capa é colorida. Ao contrário de alguns lubrificantes, também não provocou qualquer ardor ou desconforto, e é realmente um produto diferente e muito versátil para apimentar qualquer relação. 
Achei um produto excepcional e já o voltei a usar, mas desta vez sem receios. Por isso pude usufruir muito mais da experiência.”
O POTENCIADOR QUE PROCURAVA!!

EFEITO ATÉ 96 HORAS!!


TAURUP é um potenciador sexual 100% natural. Com o TAURUP vai obter as ereções mais firmes de sempre, intensificar os orgasmos, controlar melhor as ejaculações e vai aumentar o seu desejo sexual. 



Sente-o com falta de desejo?


Sente-o com falta de desejo?O que as mulheres podem fazer para ajudar os parceiros a superar o problema .



A falta de desejo não é um problema exclusivamente feminino. Descubra o que está (ou poderá vir) a roubar o interesse do seu companheiro e saiba como ajudá-lo a voltar a desejá-la.



Os dados de um recente estudo internacional comprovam-no. Mais de 10 por cento dos homens portugueses têm falta de interesse sexual.



O mais surpreendente é que são os homens, entre os 30 e os 39 anos, os mais afetados. A culpa, dizem eles, é «do cansaço e do stress profissional». Estas foram as principais razões referidas pelos homens que participaram no estudo, conduzido pela investigadora Ana Alexandra Carvalheira, presidente da sociedade portuguesa de sexologia clínica. Mas não são as únicas... Em alguns casos, é porque andam ansiosos, deprimidos ou aborrecidos, sentem-se inseguros ou há conflitos na relação.



O veredicto da ciência

Na opinião dos homens, as principais razões para a diminuição do desejo sexual são o stress e o cansaço. Contudo, durante a investigação, a falta de interesse sexual apareceu associada a outros fatores, como os baixos níveis de confiança na função erétil, os elevados níveis de ansiedade, depressão e aborrecimento sexual e as relações de longa duração.



O estudo concluiu também que as dificuldades sexuais que mais afetam os homens são a dificuldade em conseguir ou manter a ereção e a ejaculação rápida. A autora do estudo, Ana Alexandra Carvalheira, afirma que esta é a prova que, «o que influencia o desejo sexual masculino não é assim tão diferente do que influencia o desejo feminino». «Existem algumas diferenças mas o desejo masculino também não é uma equação simples», explica.


Desejo masculino versus feminino

Para Ana Alexandra Carvalheira, também sexóloga e terapeuta sexual, «o desejo masculino é mais constante, enquanto que o das mulheres flutua mais ao longo da vida e, por vezes, basta uma palavra mal dita ou um olhar mais agressivo para o seu desejo descer dos 100 para os 10, em apenas três segundos», revela a especialista.



Outra conclusão surpreendente do estudo é que a libido dos homens também sofre com problemas de comunicação e conflitos relacionais. Vânia Beliz, psicóloga, especialista em sexologia, refere que «os homens também podem ter menos desejo perante uma relação que não vai de encontro às suas expectativas. «É importante que as mulheres reconheçam que, por vezes, se desleixam e que é fundamental fazerem um esforço para melhorar as suas falhas», alerta.



A perda do desejo aos 30

Surpreendentemente, a falta de interesse sexual é maior entre os 30 e os 39 anos. Esta foi outra das revelações do estudo já referido. A rotina das relações e a mudança do papel do casal são, segundo a sexóloga Vânia Beliz, os principais motivos. «A paternidade, por exemplo, influencia muito a relação do casal», adverte a especialista.



«Apesar de um filho ser algo muito especial, a disponibilidade para a intimidade reduz-se e, muitas vezes, não estamos preparados para esta mudança», alerta a especialista. «O afastamento surge, de forma quase inevitável, potenciando a ausência do desejo que, por vezes, nunca mais volta a ser como antes. Muitas situações de infidelidade ocorrem após o nascimento do primeiro filho», acrescenta.



Eles também são inseguros

Por detrás da falta de confiança na função erétil, pode estar uma razão tão simples como a memória de uma experiência falhada que gera o medo de falhar novamente. A sexóloga Vânia Beliz explica que «perante uma falha, a ansiedade pode aumentar, bloqueando uma resposta sexual satisfatória. A ansiedade é, aliás, mais do que suficiente para não acontecer. A maioria dos homens não consegue relativizar a situação e concentra todas as preocupações na ausência de ereção o que, por si só, pode ser motivo para intensificar a dificuldade».



«Muitas vezes,percebemos que o homem não apresenta dificuldade (acorda com ereção peniana e consegue a ereção com a masturbação) mas quando está com a parceira não é capaz», alerta a sexóloga. Nestes casos, a solução passa por aprender a relaxar e a controlar a ansiedade. «Muitas vezes, nem existe um problema, mas sim uma dificuldade que pode ser apenas pontual», assegura ainda a especialista.



As teias da ansiedade e depressão

A ansiedade não controlada pode bloquear o desempenho sexual ou dificultar o desejo. Mas, «num quadro depressivo, a perda do desejo é quase inevitável», constata Vânia Beliz. «Sentimo-nos tristes, sem energia e é, muitas vezes, a medicação que corta consideravelmente o desejo». Se estiver em tratamento, as consequências podem ser várias. «Podem manifestar-se sob a forma de perda do interesse e desejo sexual, dificuldade em conseguir ou manter a ereção e dificuldade em atingir o orgasmo», indica a especialista.



A boa notícia é que também é possível contornar as adversidades que surgem durante um quadro depressivo. Bastam as medidas certas! «É importante que o casal não se distancie e que abordem juntos as mudanças e dificuldades. A nós mulheres, cabe-nos, o cuidado de não exercer nenhum tipo de pressão sobre eles e estar a par das alterações que acontecem perante uma patologia depressiva, de forma a compreender a causa das dificuldades sentidas», recomenda a sexóloga.

Ele é rápido de mais?

A ansiedade pode ser também o fator responsável por uma ejaculação rápida, uma dificuldade sexual que também afeta o desejo dos homens, de acordo com os dados do estudo já citado. Vânia Beliz alerta que «esta é uma situação que carece de uma avaliação muito precisa, uma vez que o fator tempo é muito relativo. «Por vezes, muita estimulação/excitação pode ser o suficiente para um orgasmo mais rápido», esclarece.

Mas, se desconfiar que poderá estar perante uma disfunção, o melhor é seguir a recomendação da sexóloga e consultar um especialista. «Existem uma série de estratégias que o terapeuta sexual pode aconselhar para controlar a ejaculação».



Relações de longa data

Estar numa relação de longa duração é outro dos fatores que mais contribui para a perda de desejo masculino. Nas relações de longa data, «não há o fator novidade que torna tudo, aparentemente, mais excitante e, muitas vezes, julgamos que já tudo foi descoberto», alerta a especialista. O segredo para reacender a chama é, segundo a sexóloga, «manter o espírito de descoberta, não parar de surpreender o outro e não transformar o sexo em algo aborrecido».



Para os homens que participaram neste estudo, o aborrecimento sexual é um dos principais anuladores do desejo. «É importante perceber que numa relação não existem só dias felizes. Devemos fazer o que está ao nosso alcance para quebrar a rotina e nunca deixar de exprimir o que sentimos», refere ainda a especialista.



Dinheiro e sexo

A atual crise económica e financeira também está a contribuir para a crescente ausência de desejo e, principalmente, nos homens. Quem o diz é a sexóloga Vânia Beliz. «A crise é, atualmente, um dos principais fatores de ausência de desejo nos casais, uma vez que causa uma enorme instabilidade. O homem carrega ainda o estereótipo de pai de família e de elemento forte na economia do casal.



Perante uma situação de desemprego ou de instabilidade laboral, esse papel é enfraquecido e muitos homens sentem-se sem qualquer valor, incapazes de sustentar a sua família. E esta situação de insatisfação é, muitas vezes, uma machadada na autoestima masculina, deixando-os inseguros e, até, gravemente deprimidos», explica a especialista.

Texto: Sofia Cardoso com Ana Alexandra Carvalheira (presidente da Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica) e Vânia Beliz (psicóloga clínica mestre em sexologia)
Lembra-se da última vez que teve uma noite daquelas com o seu companheiro? Se não, siga o plano de sete dias da sexóloga Vânia Beliz e recupere o desejo sexual numa semana. A Saber Viver testou-o e conta-lhe tudo.
Lembra-se da última vez que teve uma noite daquelas com o seu companheiro? Se não, siga o plano de sete dias da sexóloga Vânia Beliz e recupere o desejo sexual numa semana. A Saber Viver testou-o e conta-lhe tudo.

«Queres matar-me?!», retorquiu. Foi assim, em jeito de brincadeira, que o meu marido reagiu quando lhe disse que íamos entrar no programa de recuperação da vida sexual traçado pela sexóloga Vânia Beliz, autora do livro «Ponto Quê?» (Objectiva).

Um plano que promete, numa semana, levar a satisfação do casal aos píncaros. «Mas temos de fazer todos os dias?», questionou de imediato, denunciando algumas reticências. E, desta forma, sem mais nem menos, tínhamos identificado o que nos desviou do caminho da satisfação sexual, tal como é solicitado no primeiro dia do plano.

Dia 1: Refletir
«Cansaço», dissemos em uníssono. Afinal, fomos pais há nove meses e ainda não recuperámos das noites em branco. Longe disso. Ainda hoje dormimos de quatro em quatro horas e estamos sem esperança de voltar a dormir, sem interrupções, nos próximos meses. Os mais otimistas dizem que tudo passa depois do primeiro aniversário. Vamos acreditar. Após apontarmos a fadiga como razão principal por trás deste distanciamento, continuo interessada em apurar mais pormenores.

Das tardes inteiras de sexo no sofá da sala passámos a dias, até semanas, sem nos tocarmos. Amuados um com o outro, irritados, até. Porquê? Eu, porque passo o dia inteiro entre fraldas e biberões, ele porque chega do trabalho cansado e eu ainda lhe exijo ajuda. Isto a somar àqueles dias em que quero atenção, como mulher, e ele agarra-se ao comando da televisão.

Ele, porque quer sair com os amigos e eu não aprovo ou porque, muitas vezes, chega a casa e o seu lado da cama está ocupado pela filha. Nesta noite, prometi fazer um esforço e não deitei a Madalena (nome fictício) na nossa cama, também decidi controlar a minha fúria com as (poucas) saídas dele. Ele fez o seu papel e tratou dos biberões. Dormi como um anjo.

Dia 2: Transformar-se
Acordámos animados, como há muito tempo não acontecia. A decisão de recuperar a nossa vida sexual depressa se tornou numa prioridade. Depois de identificar o problema que, no nosso caso, foi muito fácil, cansaço, empenhei-me a cumprir as ordens da sexóloga («transforme-se») e, ao segundo dia, subi à elíptica e pedalei meia hora, no final do dia, ainda marquei uma esfoliação corporal, uma massagem e troquei o verniz das unhas. Senti-me revigorada. Cheia de vontade de recomeçar.

Nesse dia, sentei-me no chão do quarto com a gaveta da roupa interior espalhada. Dividi a lingerie e troquei-lhe os lugares. Para a frente passaram as cuecas de renda, com pérolas e transparências, para trás, ficaram as básicas. E, nesse mesmo dia, esperei-o com o babydoll de renda preta, que me tinha oferecido no aniversário e eu nunca tinha usado. Matámos as saudades e começamos a lidar melhor um com o outro. Afinal, já nem me lembrava da nossa última noite de sexo…

Dias 3 e 4: Fantasiar e brincar
O terceiro dia sugere-nos fantasiar. Foi, talvez, a parte mais difícil. A falta de tempo e de imaginação atraiçoaram-me. Lembrei-me, contudo, de um livro, da Natália Correia, que me ofereceram no meu 30.º aniversário, «Poesia Portuguesa Erótica e Satírica» (Antígona). Arrumei-o na mesa de cabeceira, em cima do «O Grande Livro do Bebé» (A Esfera dos Livros) e, depois da casa estar em silêncio, li alguns poemas para ele. Ficámos mais próximos. Ainda nos rimos e viajámos com as rimas.

Ao fim do terceiro dia, começámos a falar de sexo como nos velhos tempos. Renasceu a vontade de estarmos a sós e a nossa relação mostrou-se mais sólida. Até parece que a Madalena. Percebeu e começou a dar-nos mais descanso. Contudo, ao fim do terceiro dia, confesso que ainda hesitava entre uma noite de sono e uma noite de sexo. Mesmo assim, no dia 4, fui à sex shop comprar as bolas chinesas, mais conhecidas como as bolinhas do amor.

Há muito tempo que falava em experimentar, mas surgiam outras prioridades. Fiquei excitada com a ideia de fazer algo novo. Mais picante. Enviei-lhe uma fotografia minha, em lingerie, com uma mensagem provocadora. Eu sabia que era um dia de stress para ele e foi uma excelente maneira dele descontrair antes de chegar a casa.

E assim foi, chegou mais cedo do que o habitual e a reivindicar a minha promessa. Mas a nossa filha não nos deu hipótese. Foi uma daquelas noites malvadas, a chorar de hora em hora e quando conseguimos ficar sozinhos só pensámos em dormir. Esquecemos o plano, as bolinhas do amor, o sexo e a lingerie. Dormir foi mesmo a palavra de ordem.

Dias 5 e 6: Namorar e surpeender
No dia seguinte, antes dele ir trabalhar, já com o sono recuperado, sugeri sairmos só os dois, nessa noite. Combinei com a minha mãe ficar com a Madalena e fui buscá-lo ao trabalho. Calcei os meus botins pretos de salto alto, vesti a minha minissaia de lantejoulas e apareci pontualmente ao pé dele. Jantámos num dos nossos restaurantes preferidos e fomos dançar. Há muito tempo que não dançávamos e soube tão bem, apesar do cansaço nos ter obrigado a ir para casa mais cedo do que pensávamos.

O cansaço impera, é um facto, e continua a trair-nos, apesar de começarem a surgir sinais de mudança na nossa relação. Voltámos a dizer «amo-te» e a ser mais cúmplices, nem que seja pelo facto de querermos passar mais momentos juntos, ainda que, por algum motivo (o cansaço ou o choro da Madalena) não consigamos. Lidamos melhor com o facto de termos menos sexo. Mais do que fazermos amor como fazíamos antes, senti que o diálogo nos aproximou.

Pelo menos, para já, acho que nos aproximámos por termos assumido a existência de um problema e, posteriormente, por o termos reconhecido. Mesmo assim, o plano dos sete dias continuou. Com alguns altos e baixos, é verdade, devido à rotina. O cansaço, afinal, não desaparece em sete dias. Na véspera de terminar o programa, escrevi, de manhã, num post it «Vamos fazer o que ainda não foi feito?» e colei-o no espelho da casa de banho.

Se me apetecia? Não, mas achei importante. Nessa noite, não nos abraçámos e estávamos de rastos. A noitada acabou por nos alterar a vida e, se por um lado, soube muito bem, por outro, complicou-nos os horários.

Dia 7: Entregar-se
Comecei a sentir falta da minha filha, alguns remorsos por, nesta semana, ter passado menos tempo com ela. Deixei-a mais vezes com a avó do que é habitual e insisti para que dormisse no seu quarto sozinha, mesmo quando chorava. Mesmo assim, quis terminar o programa da sexóloga sem falhas e, ao fim dos sete dias, entreguei-me, tal como sugere Vânia Beliz. Mudei, um bocadinho, os horários das refeições da Madalena, de forma a que ela fizesse o sono maior à hora a que ele chega a casa.

Correu bem. Enchi a banheira de espuma e esperei-o. Uma boa estratégia para ressuscitar algum desejo adormecido, pois percebi que consigo relaxar antes do sexo e recarregar baterias para entregar-me de corpo e alma. A nossa filha colaborou e, desta vez, dormiu de seguida. Concluí que quando não se tem a mesma disponibilidade para o sexo, com dedicação e empenho a vontade surge naturalmente. E dialogar é, sem dúvida, um grande truque para recuperar o desejo, pois logo após cumprir o ponto um, o problema pareceu menor.

Unimo-nos e lidámos melhor com a questão, mesmo sem ter sexo. Só o desejo bastou para nos relacionarmos melhor. Afinal, queremos muito estar um com o outro, o que é bem diferente de acharmos que o outro não nos deseja. Lida-se, assim, melhor um com o outro e com os obstáculos com que nos deparamos no dia a dia.

A sexóloga Vânia Beliz concorda que o ponto de partida para recuperar o desejo é mesmo o diálogo. «Muitas vezes não nos apercebemos o que falta ao outro, por isso, é muito importante sair sem filhos, só os dois», para conversar e perguntar-se «Onde está o nós?», sugere a especialista. Simples mas eficaz, eu garanto!

Texto: Alexandra Oliveira com Vânia Beliz (sexóloga)
Perceba o porque de não atingir o orgasmo.



Outra disfunção sexual feminina muito comum é a incapacidade em a mulher obter orgasmo na maioria das relações sexuais, ou mesmo nunca ter obtido um orgasmo (anorgasmia).
É importante nesses casos saber se a incapacidade ocorre somente na relação sexual ou até mesmo na masturbação feminina. Mulheres que tem orgasmo por meio da manipulação do clitóris ou da masturbação não podem ser consideradas como portadoras de anorgasmia.
Uma causa relacionada pode ser a falta de desejo sexual, mas nem sempre existe relação entre a falta de desejo e a falta de orgasmo.
O orgasmo sexual feminino é um assunto complexo do ponto de vista social, cultural e religioso.
Fisicamente, no campo biológico é fácil de descrever e teoricamente fácil de se obter.
Do ponto de vista biológico, o orgasmo feminino é bem definido, existindo até imagens de ressonância nuclear magnética de uma mulher durante o orgasmo. Talvez a causa mais comum da dificuldade de atingir o orgasmo em mulheres é o equívoco sobre a resposta sexual normal das mulheres e desconhecimento da anatomia genital, o que não é incomum entre as mulheres e seus parceiros sexuais. Enquanto algumas mulheres podem obter orgasmo por meio da penetração vaginal por si só, muitas exigem estímulo clitoridiano para atingir o orgasmo. Expectativas irrealistas, má técnica e a clara falta de comunicação entre os parceiros certamente contribuem  para esse problema.
Mas, na prática, o orgasmo é supervalorizado como manifestação de apreço sexual, desejo sexual e desempenho sexual.
Muitas mulheres afirmam que não precisam ter orgasmo para se satisfazer sexualmente.
O que se deve evitar é a ditadura do orgasmo, a necessidade imperiosa em ter orgasmo em todas as relações sexuais, pois isso acaba por depreciar a mulher como um ser humano e, aí sim, causar a falta de desejo sexual ou mesmo a aversão sexual definitiva.
Novamente o médico ginecologista pode ajudar a mulher em suas dúvidas e recomendar tratamentos que possam ser realizados ou opções disponíveis para avaliações por parte de outros especialistas.